segunda-feira, 29 de julho de 2019

PALAVRA DE DEUS COM JÚLIO FALCÃO - O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta!



 “As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam.” (Cânticos 8:7)


Vivemos tempos em que por qualquer motivo os casais se separam. Aqueles que outrora faziam juras de amor, agora, dizem que são incompatíveis e que já não existe mais amor.
Em outros e não muito raros casos, um dos cônjuges contraem uma enfermidade ou uma deficiência e são abandonados exatamente no momento em que o amor precisaria falar mais alto.
Deixa eu te contar uma história que servirá para ilustrar que o amor conjugal não pode ser só pelo o visual;

A história de um casal idoso é exemplar.

Eles viviam felizes, há muito tempo. Não tinham filhos.

Certo dia, quando a senhora estava na cozinha, um acidente aconteceu e ela se viu envolta em chamas.
O marido atendeu aos seus gritos e, no intuito de a salvar, acabou por ser também atingido pelo fogo.

As chamas o envolveram, queimando lhe os braços, mas permitindo-lhe libertá-la do fogo.

Quando os bombeiros chegaram, pouco restava da casa. A ambulância levou o casal ao hospital.
Ambos, por seu estado grave, foram internados no Centro de Terapia Intensiva.

Quando o marido foi liberado, buscou o quarto da sua esposa. Ela estava deitada e logo que o viu, manifestou o seu desespero.
Não desejava mais viver, dizia. O fogo atingira todo o seu rosto e ela estava deformada.

Sou um monstro! Disse ao marido.

Ele se aproximou do leito e falou:

Minha amada, na tragédia que sofremos, meus olhos foram atingidos. Estou cego.

Por isso, não se preocupe. Para mim, você continuará linda, como sempre foi.

A imagem que tenho guardada em minha mente é a que terei na memória, para o resto dos meus dias.
Deus é muito bom. - completou ela - Você não precisará contemplar a minha deformidade.

Abraçaram-se. Choraram.

Mais algum tempo e ei-los de retorno ao novo lar. Uma pequena e acolhedora casa.
Ela passou a ter para com o marido cuidados especiais, considerando a sua deficiência visual.

Era toda atenção, delicadeza. Uma nova seiva de vida parecia circular em suas veias. E todo dia, recebendo aquelas manifestações de amor, ele dizia:

Como eu te amo!

Ela reencontrara razão para continuar a viver e se sentir feliz.
Vinte anos depois, em uma madrugada, ela abandonou o corpo, rumo à Espiritualidade.
Amigos solícitos auxiliaram nas tratativas para o sepultamento.

O marido compareceu sem os óculos escuros e sem sua bengala, andando firme.
Debruçou-se sobre o corpo da amada, com quem compartilhara os dias por tantos anos, beijou-a inda uma vez e tornou a expressar:

Como és linda. Como eu te amo!

Um amigo mais próximo manifestou a sua surpresa. O que acontecera: Algum milagre lhe devolvera a visão, naquele momento de dor?

Não, respondeu o homem. Nunca tive problema visual. Assim disse, para que pudéssemos continuar a viver, sem traumas para ela.
Acreditando que eu não podia enxergar as sequelas do fogo em seu rosto, pudemos viver felizes por mais 20 anos. 

A beleza física é passageira como uma flor que nasce e logo morre, mas, o amor verdadeiro é para toda a eternidade.

O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta! (1 Coríntios 13:7)
Que a paz a graça e a misericórdia de Cristo Jesus estejam com você e com todos de sua família!

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